Viagem acabando!

Olá, 

Muchas Gracias! 

Tudo bem aí? 

Hoje o dia promete. Sexta – feira, dias de vista em Buenos Aires estão chegando ao fim e eu já começo a sentir saudades. Foram os dias mais intensos que já tive até aqui, mas também acho que nunca tinha vivido o jornalismo tão intensamente. Nunca tinha vivido o jornalismo assim, apenas para ele e em uma cidade tão especial quanto B. A. 

Mas decidi não pensar muito no fim. Viveria um dia de cada vez e nada mais e hoje o dia estava cheio de compromissos. Para começar um trabalho rápido no saguão do hotel. Depois de duas horas de trabalho, fomos a uma vista no chequeado, e, de verdade, foi uma das experiências mais legais do curso.  A diretora da rede nos explicou em um espanhol rápido  esquema do chequeado e me deu uma vontade louca de fazer algo parecido. ( quem sabe um dia!!) 

Logo em seguida, foi o dia da visita ao jornal La Nación. Uma reunião de capa não e algo que acontece todos os dias e foi mais uma forma especial de viver o jornalismo. 

Foi um dia bastante especial de se guardar na memória. 

XOXO. 

Letícia Teixeira 

Um feriado a trabalho…

Dia 9 de Julho é comemorada a Independência Argentina. Nesse dia são feitas várias celebrações importantes ao ar livre. É dia de pessoas reunidas nas praças, palestras, hinos nacionais e discursos. Mas, para o IV Jornalismo Sem Fronteiras foi um dia de intenso trabalho.

Com o prazo para a produção das matérias chegando ao fim, começamos a intensificar o ritmo de trabalho. Fosse na rua, fosse na “redação improvisada” conhecida também como saguão do hotel, o dia foi bem marcado por trabalho.

É com esse post curtinho que encerro o dia.

Boa noite.

XOXO

Porteña – JSF – Dia 3

Buenos Aires é uma cidade para andar a pé! Foi o que sempre ouvi de pessoas que já visitaram a cidade algumas vezes, mas nunca pensei que fosse levar essa frase até a letra, quase num sentido literal.

Após um dia de alguma tensão, decidi que a melhor forma de conseguir as coisas durante o programa seria ir até elas, por isso munida do kit de repórter, mapa e cara de pau, me dirigi a uma série de entrevistas que acabou se transformando num dia totalmente diferente e inesperado.
A primeira parada era a UCA. Universidade Católica de Buenos Aires, onde iríamos entrevistar uma professora de Ciência Política.  ( sim, finalmente as pessoas começaram a responder emails! Parece que a semana aqui só começa na quarta). Aliás, que Universidade linda! Fiquei encantada com o local, o que foi um bônus.

Vista da Universidade Católica de Buenos Aires, em Puerto Madero, em Buenos Aires. Foto: Divulgação

Vista da Universidade Católica de Buenos Aires, em Puerto Madero, em Buenos Aires. Foto: Divulgação

Entrevista feita, a próxima parada era tentar localizar as sedes das Madres da Plaza de Mayo. Tinha dois endereços para ir e decidi não participar da excursão ao jornal Clarín. ( não fiquei muito feliz com isso, mas… acabou valendo à pena). Decidi ir até o primeiro endereço a pé e não sabia que era tão longe. Andei, andei, andei e andei mais…. devo ter andado umas 20 quadras pelo menos, mas não me arrependo. Conheci muitos lugares legais sem querer.

Uma lição para se aprender em Buenos Aires: nunca faça um trajeto sem pensar no número que vai, isso me fez andar dez quadras a mais, o que me toquei só quando cheguei no hotel. Dez quadras depois, ali estava a casa.

Bom… quando me dei conta do local em que estava, achei que talvez pudesse ter me metido em alguma encrenca. A rua ficava em um bairro um pouco mais maltratado. Haviam prédios antigos, com a pintura descascada e portas antigas. Nos andares térreos, apenas quioscos e algumas lojinhas.

Finalmente cheguei a casa que procurava. Uma construção de poucos andares, antiga e mal – cuidada , como as outras construções do local citadas acima. Confesso que fiquei um pouco tensa, mas já que estava ali, queria ver o que iria acontecer. Respirei fundo e entrei.

É claro que uma construção como essas abrigava aqueles elevadores antigos,  daqueles típicos de filme que fazem  barulho e sobem bem devagar. Entre naquilo. Achei que iria ficar presa por ali mesmo, já que o veículo fazia um chiado bem estranho.

Nessa viagem que durou apenas alguns segundos mas pareceu durar horas, cheguei finalmente ao meu destino….

Estava parada na frente da porta da sede da linha original das madres já alguns minutos e ninguém me atendia. Me recusava a perder a viagem de algumas ( muitas!) quadras que já havia percorrido e voltar para o hotel de mãos vazias. Cogitava ficar ali à tarde toda a espera de alguém que pudesse me atender, mas não tinha como me comunicar com ninguém e não sabia quanto tempo elas iriam demorar pra voltar. Enfim, depois de um tempo naquele corredor escuro pensando “O que estou fazendo aqui?” consegui apenas um telefone para falar com as madres.

Saindo do prédio descubro que as casas mais antigas aqui só abrem e fecham com se algum dos moradores abrir a porta…resultado? Sem madres? Sem possibilidade de sair. A saída foi esperar algum morador chegar e abrir para mim. Cinco minutos depois, lá estava a boa  alma que precisava. 

Saí, já agradecida de sair daquele lugar e voltei para o hotel. Já estava bem frustrada dos resultados do dia e andei mais 20 quadras, mas a sorte estava perto de virar! Só quando cheguei no hotel tive acesso a internet. Logo, uma mensagem pedindo que eu corresse para a redação por que o correspondente de guerra Gustavo Sierra iria dar uma palestra e depois uma entrevista ( que eu tentava a alguns dias e até então não tinha obtido sucesso).  

Peguei o primeiro taxi que vi e saí correndo direto para o Clarín, rezando para que a palestra não tivesse acabado. Fui assim, apenas com a preparação básica e sem tempo para me preparar da forma que queria. 

Cheguei lá cansada, perdida e esbaforida. Finalmente consegui me encontrar com o grupo e consequentemente, consegui minha entrevista.  Saí do Clarín mais satisfeita do que cheguei, e surpresa de como a sorte vira para um jornalista. Lembrei das palavras de Mariana Carneiro, que disse que tem um santo protetor para os jornalistas. Presenciei isso de perto. 

Depois de um dia longo ainda tivemos forças para acompanhar uma coletiva de uma das candidatas a presidência Argentina. Voltei para o hotel depois de uma longa noite. Uma noite de virada! 

Agora deixa eu ir dormir por que amanhã o dia será cheio. 

XOXO. 

 

 

Leleh 

 

 

Sentindo a pressão – JSF – Dia 2

8 dias, 8 dias, 8 dias…. retumbava em minha mente. Tinha apenas 8 dias para fazer as matérias aqui em Buenos Aires e começava a sentir a pressão do deadline ( e a TPM)  sobre mim. Logo descobri que não era só eu que estava sentindo isso, o que não fazia que eu me sentisse menos pressionada.

Respirei fundo enquanto atualizava a minha caixa de emails pela milésima vez só naquela manhã…. nada! Meu Deus, será que as pessoas não respondem emails nesse lugar? – Pensei, com o desespero já voltando a bater.

A questão é que tentava uma pauta super difícil que  parecia não dar em nada. E a pauta do caderno especial também não rendia, bateu aquela pergunta: o que estou fazendo aqui ?

Após um período de desabafo, uma conversa bacana com pessoas que já passaram por isso e uma boa dose de calma, consegui respirar fundo e tentar pensar nas opções: a dica era, mudar de pauta!

Aquela pergunta do parágrafo anterior foi respondida com a primeira palestra do dia. Mariana Carneiro chegou trazendo um bom – humor e histórias apaixonantes, que me fez relembrar o poder de uma história bacana e bem contada e entender que  mesmo os correspondentes mais experientes tem dificuldades de encontrar fontes e publicar matérias . ( to falando que as pessoas não respondem emails nesse lugar)

A história do menino pobre vítima de pedofilia já era tocante por si só, mas a abordagem e a apuração da Mariana me fez perceber que as melhores matérias só aparecem quando decidimos buscar uma abordagem diferente e parar de sofrer por que as coisas não deram certo.  ( isso acabou funcionando,  mas aí, é assunto para o próximo post).

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Com esse novo pensamento martelando na minha cabeça saí para aquilo que mais me fez bem: a ideia era conhecer Buenos Aires  em três horas, a pé. A experiência me mostrou uma Buenos Aires que ainda não conhecia: uma cidade eclética, que consegue combinar vários estilos diferentes e ser linda. Tenho algumas fotos pra mostrar pra vcs que não estou mentindo:

Depois de pouco tempo vendo gente e passeando, me sentia cada vez mais um pouco mais inserida em Buenos Aires. A ideia de descobrir pontos que só nativos conhecem e ainda aprender a história de Buenos Aires me fez sentir cada vez mais próxima dessa cultura. Foi o que aconteceu ao descobrir esse lugar:

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Essa é a Manzana de Las Luces, as ruínas de um monastério escondido nos fundos de uma casa. Um lugar que só tem o privilégio de conhecer quem está caminhando com um guia local. É com certeza o meu ponto preferido de todo o passeio.

Três horas depois e exausta, voltei com novas ideias de pauta e revigorada. Pra completar a noite e deixar as coisas ainda mais interessantes, recebemos a correspondente do SBT Patrícia Vasconcellos, para um outra conversa e mais uma história bacana.

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É, dias intensos virão, mas a experiência está valendo cada segundo!

Acompanhem ! Bjos

IV Jornalismo sem Fronteiras – A viagem – Dia 1

Olá galera bonita!! Tudo bom com vocês? Depois de mais de 3 meses de espera, 3 encontros e muita ansiedade, o dia finalmente chegou: eu embarquei ontem para a linda Buenos Aires, para começar realmente o IV Jornalismo Sem Fronteiras.

As expectativas estavam altas, e a saudade dessa cidade linda já estava me matando. Buenos Aires é sempre boa, mas dessa vez tem um rostinho diferente: depois de arrumar as malas, colocar na bagagem as pautas e um pouquinho de jogo de cintura e cara de pau, embarquei nessa jornada incrível.

A equipe do IV Jornalismo sem Fronteiras se prepara para o embarque.

A equipe do IV Jornalismo sem Fronteiras se prepara para o embarque.

 

Após arrumar as coisas e quase nem conseguir dormir de ansiedade a batalha finalmente começou. De início, tivemos  o resultado de uma ideia que tivemos a algumas semanas atrás: alguns universitários argentinos resolveram se juntar a nós no programa, e se tornaram nossos guias em meio a um universo tão desconhecidos para nós.

PRIMEIRA REUNIÃO – NOVIDADES PORTEÑAS 

Superado o espanto em perceber que eles realmente tinham topado se reunir a nós, passamos a discutir juntos as pautas pessoais e a pauta do caderno especial, que já tínhamos definido anteriormente. Foi então que mais desafios começaram a surgir: o deles era apresentar a Argentina ( e os assuntos de pauta do país) que um brasileiro se interessasse, e os nossos? Bem, os nossos eram muitos.

A língua era o primeiro deles. Apesar de conseguirmos entender bem “los hermanos”, não consegui me comunicar com eles com a mesma potência. Era mais fácil para mim entender espanhol do que nós falados o idioma!

Logo após um rápida adaptação a esse fato, uma dose de mímica e um pouco de portunhol, percebi como a presença dessas pessoas foi, na minha opinião, tão importante para o grupo. Após algum tempo de debate e discussão, eu me senti muito mais inserida no contexto do país, muito mais próxima a cultura. Depois dessa conversa, me senti muito menos estrangeira no país e bem mais próxima da cultura.

Estudantes argentinos se unem ao programa e traem um debate ainda mais rico ao grupo.

Estudantes argentinos se unem ao programa e traem um debate ainda mais rico ao grupo.

Além dessa ajuda na imersão, nossos amigos porteños foram muito importantes em certos detalhes essenciais: sugestão de fontes ( muito mais difícil de se encontrar quando se está fora do seu país de origem), ajuda com a língua e visões de pauta diferentes.

Logo em seguida,tivemos a oportunidade de conversar com a correspondente da BBC Brasil em Buenos Aires e editora da página do jornal Clarín em português, Márcia Carmo, que contou um pouco de sua carreira e dos desafios de se tornar correspondente.

 

A correspondente da BBC Brasil na Argentina, Márcia Carmo, comenta os desafios da carreira

A correspondente da BBC Brasil na Argentina, Márcia Carmo, comenta os desafios da carreira

Márcia contou um pouco de sua história no jornalismo e comentou coberturas delicadas que já fez, sós o terremoto no Chile, por exemplo. Apesar disso, a jornalista disse que não teve medo,mas reforçou os cuidados a tomar nessa carreira.

De tarde, tivemos tempo para estruturar nossas pautas e realizar entrevistas e mais desafios vieram: as buscais incansáveis pelas fontes, a dificuldade com a língua e a demora para a resposta de emails me ensinou duas lições: a primeira delas é que nem sempre é fácil encontrar aquela fonte importante que você precisa. A segunda, é que é sempre necessário ser flexível e ter um plano B ( depois falo um pouco mais das minhas pautas pra vcs).

A ajuda de uma amiga argentina foi muito importante para metade do nosso progresso e as dificuldades com a pauta nos levaram para um caminho que acabou se mostrando muito mais interessante do que o primeiro.

No fim do dia, nos sentamos juntos e dividimos a nossa experiência: pedimos conselhos, discutimos opções, o que tornou a vivência ainda mais rica. Resumindo: um dia intenso, cansativo mas cheio de aprendizados,até além do jornalismo. Tenho certeza que voltarei pra casa, com uma bagagem muito maio do que a que eu vim!

É isso aí galera!

Agora deixa eu ir dormir por que amanhã o dia também será longo!

 

XOXOXO!

 

Jornada de aprendizado

Oi pessoal! Tudo bom com vocês ?

Vocês lembram que eu comentei com vocês da minha alegria e ansiedade para um curso bacana que eu faria em Buenos Aires? Então, estou na contagem regressiva para a viagem e por isso, eu decidi compartilhar algumas experiências e aprendizados que tive durante o período de preparação aqui em São Paulo .

Queria começar a minha história com uma frase que eu ouvi no primeiro dia de preparação no curso: “Jornalismo é aprender a aprender!”. Sem querer, essa frase acabou se confirmando e fazendo parte dos muitos aprendizados que adquiri durante três sábados de curso.

Aprendizado não se resume apenas em aprender técnicas jornalísticas e a melhor forma de escrever um texto. ( claro que essas coisas  são muito importantes para a vida profissional de cada um). Trata-se também de aprender a trabalhar em grupo, lidar com prazos, ser flexível nas situações.

A primeira  tarefa que recebemos foi conhecer cada um dos 15 membros do grupo. Conhecer as diferenças e semelhanças entre cada uma das pessoas que você conviverá intensamente durante dez dias pode parecer irrelevante, mas se tornou essencial para o programa.

Quem diria que conhecer bem as pessoas nos ajudaria em uma das tarefas designadas no curso?

Grupo do Jornalismo Sem Fronteiras

Além de aprender a conviver em um grupo, outro aprendizado importante é : SE DESTACAR DO GRUPO.  Ainda no primeiro encontro aprendemos a construir uma boa imagem por meio de cuidados básicos nos nossos blogs e nas redes sociais. O COISAS MAIS LEGAIS DO MUNDO só tem a ganhar com isso não acham?

Aprender com quem sabe

Um dos maiores aprendizados dessas três semanas foi a possibilidade de conviver e aprender com pessoas que estão à muito tempo no mercado e por isso tem muitas coisas para ensinar. Clóvis Rossi, Pedro Del Pichia e  Rafael Fonseca foram os escolhidos para dividir histórias e ensinamentos com a gente. ( Por enquanto, por que lá em Buenos Aires temos encontros marcados com muita gente legal!)

O jornalista Pedro Del Picchia divide sua experiência como correspondente em Roma

O jornalista Pedro Del Picchia divide sua experiência como correspondente em Roma

Sim, meninos e meninas do meu coração, eu tive uma reunião de pauta com ninguém menos do que o Clóvis Rossi, jornalista da Folha de S. Paulo e ouvi dicas e experiências  do Pedro Del Picchia que foi correspondente em Roma.  ( Sonho né? )

O Pedro e o Clóvis deram dicas valiosas para nós, que estamos apenas começando nesse terreno tão apaixonante, mas tão difícil que é o jornalismo. (dei uma resumida aqui para não ficar gigante, mas se vocês quiserem, prometo que faço um post falando das dicas e da conversa com cada um deles)

Finalmente, aprendi também, a trabalhar com problemas e criar soluções interessantes e criativas para resolvê -los. Isso ficou claro, no documentário que tivemos que produzir. ( conto melhor a jornada para vocês em outros posts).

Resumindo, foi uma  jornada de muitos aprendizados que está prestes a se tornar cada vez mais interessante. Acompanhem aqui a jornada em Buenos Aires. Prometo que conhecerão muitas historias legais e bacanas.